Por: Jornalista Marciel Nogueira
A atuação do vereador e presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, revela um traço cada vez mais raro na política urbana brasileira: a capacidade de transformar poder institucional em política pública perceptível. Em um ambiente frequentemente marcado por disputas retóricas e agendas difusas, Jácome escolheu um eixo claro — a saúde nas áreas mais vulneráveis — e passou a operar com método, presença territorial e entrega contínua.
O ponto central do seu mandato está na compreensão de que saúde básica não é apenas um tema de gestão, mas um instrumento de cidadania. As clínicas sociais implantadas em bairros historicamente desassistidos, como a Zona Norte e Felipe Camarão, cumprem dupla função: ampliam o acesso imediato a atendimentos médicos e odontológicos e reduzem a sensação crônica de abandono do poder público. Não se trata apenas de mutirões episódicos, mas de estruturas com regularidade, o que eleva o patamar da iniciativa e a afasta do assistencialismo clássico.
Como presidente da Câmara, Eriko Jácome soube usar o cargo não como escudo político, mas como alavanca institucional. A presidência lhe conferiu capacidade de articulação, visibilidade e, sobretudo, coordenação — elementos essenciais para viabilizar ações que exigem logística, parcerias e continuidade. Esse desenho reforça um modelo de vereador-executor, que não se limita à fiscalização ou ao discurso, mas ocupa espaços onde o Estado costuma falhar.
Entenda no vídeo abaixo;
Esse conjunto de entregas começa a produzir reflexos para além do âmbito municipal. Jácome passou a figurar em levantamentos e sondagens eleitorais como um dos nomes mais lembrados para a disputa de deputado estadual, aparecendo entre os primeiros colocados em recall espontâneo. O dado não surge por acaso: é consequência direta de um mandato que construiu presença territorial, capilaridade social e reconhecimento popular, sobretudo nas periferias de Natal.
Há, evidentemente, leitura política nesse movimento. A presença constante nos bairros mais carentes constrói capital eleitoral e consolida imagem pública. Mas reduzir a atuação de Jácome a mero cálculo seria ignorar um dado fundamental: a política também se mede pelo efeito concreto na vida das pessoas. E, nesse quesito, os indicadores empíricos — adesão popular, demanda reprimida atendida e reconhecimento local — jogam a seu favor.
O desafio daqui em diante é transformar esse conjunto de ações em política pública duradoura, com institucionalização, métricas e integração à rede oficial de saúde. Se esse passo for dado, Eriko Jácome deixará de ser apenas um vereador com mandato atuante para se firmar como formulador de soluções locais em uma cidade marcada por desigualdades profundas.
Por ora, sua trajetória recente aponta para um fato objetivo: em Natal, a política da saúde nos bairros mais pobres ganhou rosto, endereço e rotina. E, cada vez mais, também projeção estadual.
