Entre a fé e a política: Bibi Costa costura alianças e memória em Serra Negra do Norte

Pré-candidato a deputado estadual Bibi Costa em visita a Serra Negra do Norte. Foto: reprodução

A política do interior não se move apenas por discursos em palanque — ela respira nos reencontros, nas conversas de calçada e nos gestos que reacendem vínculos antigos. Foi exatamente nesse terreno que o pré-candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Caicó, Bibi Costa, circulou nesta semana ao visitar Serra Negra do Norte.

Irmão do deputado estadual Vivaldo Costa, Bibi não fez uma visita protocolar. Andou pelas ruas, reencontrou amigos de muitos anos, conversou com conhecidos que acompanham sua trajetória política desde outros tempos e, sobretudo, fez aquilo que a política mais exige em momentos pré-eleitorais: presença.

Mais do que uma agenda pública, o movimento teve leitura clara nos bastidores. Em cada aperto de mão e em cada conversa reservada, havia um esforço visível de reorganização de bases, reativação de alianças e ampliação de apoios em um município estratégico do Seridó. Em regiões como Serra Negra, onde a política é profundamente enraizada nas relações pessoais, esse tipo de articulação silenciosa costuma valer mais que grandes eventos.

A passagem pela cidade também ganhou contornos simbólicos ao coincidir com a celebração dos 60 anos das Irmãs Josefinas — um momento de fé que serviu, ao mesmo tempo, como ponto de conexão emocional com a comunidade. Ao participar da missa em ação de graças, Bibi não apenas marcou presença institucional, mas se associou a valores que historicamente dialogam com o eleitorado local: religiosidade, tradição e compromisso social.

O gesto não é trivial. Ao unir fé e política no mesmo roteiro, o pré-candidato constrói uma narrativa que vai além da disputa eleitoral. Ele se apresenta como alguém que pertence à história da região — não apenas como agente público, mas como parte de uma memória coletiva.

No tabuleiro político do Seridó, onde sobrenomes carregam peso e relações antigas definem caminhos, a visita de Bibi Costa a Serra Negra do Norte revela mais do que uma simples agenda: indica que a disputa começa a ser desenhada nos detalhes, longe dos holofotes, mas perto de quem decide — o eleitor que lembra, reconhece e, muitas vezes, retribui.