No município de Jucurutu, no Seridó potiguar, ainda resiste uma prática antiga na política: a inversão de valores. Grupos locais tentam impor a ideia de que o povo deve servir aos políticos, quando, na verdade, são os políticos que devem servir ao povo.
Ações custeadas com recursos públicos — dinheiro que pertence a todos os contribuintes — são frequentemente apresentadas como favores pessoais. Essa lógica remete à era dos “coronéis”, marcada pelo clientelismo e pelo voto de cabresto, mas já não encontra eco em uma sociedade cada vez mais consciente de seus direitos. A eleição de 2026 mostrou que o eleitor é livre e tem autonomia para escolher seus representantes.
Nesse cenário, fica evidente que quanto mais parlamentares conquistarem votos em Jucurutu, maiores serão as chances de o município receber investimentos por meio de emendas e apoios institucionais.
Um exemplo emblemático é o do senador Styvenson Valentim. Eleito em 2018 sem o apoio de nenhum grupo político local, foi justamente quem mais destinou recursos para Jucurutu. Sua atuação demonstra que o interesse público deve prevalecer sobre acordos particulares e alianças tradicionais.
A lógica é simples: multiplicar apoios em diferentes esferas políticas significa abrir portas para mais emendas, obras e benefícios diretos à população. Em vez de prender-se a velhas práticas, Jucurutu precisa olhar para frente e compreender que a força de sua democracia está na diversidade de representações.

