A cena que se desenhou na manhã da última segunda-feira (30), em Natal, quando policiais civis chegaram para trabalhar e encontraram a delegacia arrombada e depredada, não é apenas um retrato da ousadia da criminalidade no Rio Grande do Norte. É o símbolo claro da falência da segurança pública no estado sob o governo da petista Fátima Bezerra.
A Delegacia Especializada em Atendimento ao Adolescente Infrator, localizada no bairro Cidade da Esperança, teve seus aparelhos de ar-condicionado violados, os condensadores furtados e os sistemas elétrico e de internet destruídos. Tudo isso, segundo a Polícia Civil, ocorreu entre a sexta-feira (27) e o fim de semana — sem que ninguém percebesse, sem que nenhum patrulhamento impedisse.
Como se não bastasse o absurdo do fato, o crime forçou a suspensão do atendimento na unidade, comprometendo ainda mais um sistema policial já sobrecarregado e desestruturado. A delegacia, que deveria proteger a população e atuar na responsabilização de adolescentes infratores, foi ela mesma vítima de um crime que evidencia a fragilidade do Estado diante da bandidagem.
A resposta? Silêncio ensurdecedor do governo estadual. Enquanto isso, os potiguares convivem com a sensação crescente de abandono, em que nem mesmo prédios públicos com função de segurança escapam da escalada da criminalidade.
O episódio soma-se a outro vergonhoso ataque: a base da Polícia Militar na comunidade da Maísa, na zona rural de Mossoró, foi alvo de tiros durante a madrugada de domingo (29). A polícia não prendeu ninguém até o momento. Dois ataques diretos às forças de segurança em menos de 72 horas — e nenhum desdobramento convincente, nenhuma providência concreta por parte da gestão estadual.
A governadora Fátima Bezerra parece cada vez mais distante da realidade das ruas. Seu governo tem falhado sistematicamente naquilo que é uma das funções mais básicas do Estado: garantir segurança ao cidadão. Enquanto os criminosos agem com liberdade até contra delegacias e bases da PM, a população segue refém do medo — e da omissão.
Afinal, quando nem a polícia está segura, quem está?
