Preços dos ovos de Páscoa estão de 10% a 30% mais caros

A chegada de uma das datas mais movimentadas do varejo alimentício, a Páscoa, será acompanhada pela elevação nos preços dos ovos de chocolate. O cacau, matéria prima do produto, teve aumento entre 10 e 30% no valor do custo, segundo a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn).

De acordo com o presidente da entidade, Gilvan Mikelyson, esse aumento tem variação de acordo com o tipo do chocolate. O empresário explica que o impacto será maior nos produtos licenciados, que utilizam as imagens de brinquedos e necessitam pagar royalties às empresas detentoras dos direitos de imagem.

“Dependendo de qual tipo de chocolate, se ele é mais puro, se ele é mais hidrogenado, o aumento no custo do produto, isso ligado ao cacau, pode ir de 10% até 30%. Principalmente, os produtos que têm um apelo infantil, os bonecos, personagens, são os que mais sofrem aumento. Você tem que repassar esses direitos de imagem, que são personalizados. Aqueles mais simples, que não tem esse apelo infantil, sofrem menos aumento”, detalhou.

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Conta de luz pode subir 1,4% com discussão sobre tarifa de Itaipu

A disputa entre Brasil e Paraguai para definir a tarifa cobrada pela energia produzida pela usina de Itaipu, administrada pela estatal Itaipu Binacional, pode provocar um aumento na conta de luz. Caso a proposta paraguaia prevaleça, o preço da energia dos brasileiros subiria 1,4%.

O cálculo foi feito a pedido do Poder360 pelo sócio-fundador do Cbie (Centro Brasileiro de Infraestrutura) Advisory, Bruno Pascon. Considera o peso de 3,5% de Itaipu na conta de luz do Brasil. A usina representa 9,8% de toda a energia elétrica produzida no país.

O Paraguai propôs aumentar a tarifa dos atuais US$ 16,71 por kW/mês para US$ 20,75, ou seja, um reajuste de 24%. A taxa, chamada de Cuse (Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade), é definida todos os anos, em acordo entre os países. É cobrada em dólar, num cálculo que considera, dentre outros pontos, as despesas operacionais da usina.

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Preço do arroz dispara e acumula alta de 28,47%, a maior em 29 meses

O arroz, um dos principais itens da mesa dos brasileiros, acumulou inflação de 28,47% entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024, a maior alta de preços do produto em 12 meses desde o período encerrado em agosto de 2021, cujo valor acumulado foi de 32,68%.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em Natal, a reportagem encontrou o pacote com preços que chegam a R$ 8.

De acordo com o economista Robespierre do Ó, questões climáticas têm afetado a safra e provocado a alta, dentre outros fatores. Com isso, o consumidor não deverá sentir nenhum alívio no bolso até o segundo semestre deste ano.

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Envio de dinheiro dos brasileiros ao exterior chega a US$ 2,1 bi em 2023 e supera pré-pandemia

Os brasileiros enviaram mais dinheiro ao exterior em 2023, superando o patamar do período pré-pandemia. De acordo com dados do Banco Central, o volume subiu no ano passado e chegou a US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,4 bilhões), o maior da série histórica.

Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino do capital do brasileiro, tendo recebido US$ 487 milhões (R$ 2,4 bilhões) no ano passado, ante US$ 426 milhões (R$ 2,1 bilhões) em 2022. Portugal e Reino Unido integram o ranking dos principais países para os quais os brasileiros mais enviaram dinheiro em 2023.

Proteção do capital contra incertezas no cenário político-econômico brasileiro

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Economia brasileira está devagar, quase parando, avaliam consultorias

A economia brasileira encerrou 2023 e começou 2024 muito devagar, quase parando, o que confirmaria, por ora, a expectativa de um crescimento neste ano que deve chegar apenas à metade daquele do ano passado —cerca de 1,5%, ante 3% em 2023.

Institutos e consultorias estimam que foi negativa ou muito baixa a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no último trimestre de 2023 em relação aos três meses anteriores. Para o primeiro trimestre de 2024, a expectativa é a mesma.

O Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) avalia que o crescimento do PIB no último trimestre de 2023 tenha ficado em zero; e projeta queda de 0,1% nos primeiros três meses de 2024, sempre em relação ao trimestre anterior.

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INSS convoca 4,3 milhões de pessoas para fazer prova de vida

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convocará 4,3 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios de longa duração para fazer a prova de vida anual. Desde o início de 2023 que cabe ao instituto comprovar que o beneficiário está vivo, a partir de cruzamento de dados. No entanto, para os casos em que o rastreamento não é efetivo, o titular precisa fazer ele mesmo a prova de vida.

“Elas se enquadram nos casos em que o INSS não consegue fazer a comprovação de vida por não encontrar o beneficiário em nenhuma base de dados. Por conta disso, é enviada uma notificação via aplicativo Meu INSS, Central 135, e/ou notificação bancária informando que a prova de vida ainda não foi efetivada”, afirmou o INSS. As 4.351.557 de pessoas convocadas são nascidas nos meses de janeiro a março.

Já foram notificadas 3.089.043 pessoas nascidas em janeiro e fevereiro. Nesta quinta-feira foi a vez de 1.262.514 que fazem aniversário em março que estão há mais de 12 meses sem realizar a prova de vida.

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Brasil teve 4 empresas fechadas por minuto em 2023; total supera em 25% número de 2022

A cada minuto, quatro empresas fecharam no Brasil em 2023, segundo o Mapa de Empresas, do governo federal. Foram 2.153.840 de negócios extintos, o que representa um aumento 25,7% em relação a 2022, quando 1.712.993 companhias fecharam. Microempresas e empresas de pequeno porte são as que apresentaram maior proporção, com 2.049.622 e 49.631 companhias extintas, respectivamente.

Entre janeiro e novembro do ano passado, 670 empresas decretaram falência, sendo a maioria micro e pequenos negócios, e outras 1,3 mil entraram com um pedido de recuperação judicial, aponta a Serasa. As Lojas Americanas, por exemplo, tiveram o pedido de recuperação judicial aprovado no final do ano passado após mais de R$ 40 bilhões em dívidas.

Durante o período, 3.868.687 companhias foram abertas, gerando um saldo positivo de 1,7 milhões empreendimentos iniciados e 20,7 milhões ativos em 2023. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, o Mato Grosso foi a unidade da federação com maior crescimento percentual de empresas abertas. O estado teve 86 mil novas empresas (alta de 6,4%).

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