Em entrevista explosiva ao programa Repórter 98, em Natal, o Coronel Brilhante — conhecido por seu histórico de enfrentamento direto ao crime organizado — fez um alerta que acendeu o sinal vermelho para a segurança pública no Rio Grande do Norte: facções criminosas estão querendo implantar pedágios em comunidades do estado, repetindo um modelo já consolidado em locais dominados pelo tráfico no Rio de Janeiro.
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O policial militar e pré-candidato a deputado federal Coronel Brilhante (PL) afirmou, em entrevista ao Repórter 98 desta quinta-feira (15), que mais duas facções criminosas estão atuando no Rio Grande do Norte. Segundo ele, as organizações criminosas, que são oriundas uma da… pic.twitter.com/WWn8reh8Tu
— 98 FM Natal (@98FMNatal) May 15, 2025
“Estamos diante de um modelo de ocupação criminosa que vai além do tráfico. Já identificamos, em outros estados, postos de combustíveis controlados por facções, padarias de facções, supermercados de facções. É um sistema paralelo que ameaça a ordem e a autoridade do Estado”, declarou Brilhante, com a firmeza de quem sabe exatamente o tamanho do inimigo que enfrenta.
A denúncia é grave. Os chamados “pedágios” são taxas impostas por criminosos à população que deseja entrar, colocar comércios ou circular em determinadas áreas. O objetivo, segundo o coronel, é claro: dominar territórios e arrecadar fundos para sustentar a engrenagem do crime.
Brilhante, que se prepara para disputar uma vaga na Câmara Federal, não esconde os riscos dessa luta. Ao ser questionado se teme sofrer algum atentado por se posicionar de forma tão incisiva contra as facções, foi direto: “Claro que temo. Essa é uma guerra contra organizações que não têm limites. Mas o medo não pode ser maior que a missão.”
A fala do coronel tem o peso de quem já viveu o front. Seu nome é sinônimo de operações bem-sucedidas no combate ao tráfico e à criminalidade no interior do RN. Agora, ele mira um novo campo de batalha: o Congresso Nacional. E carrega uma promessa — não recuar diante da criminalidade, custe o que custar.
“Se não agirmos agora, o Rio Grande do Norte pode virar mais um estado refém do crime organizado. E eu não vou assistir isso calado”, cravou.
