Julgamento de Geilson de Morais Gois, acusado de feminicídio e ocultação de cadáver, acontece nesta terça (27) no Fórum Silveira Martins, em Mossoró (RN)
O Tribunal do Júri Popular de Mossoró julga nesta terça-feira, 27 de maio de 2025, Geilson de Morais Gois, de 49 anos, acusado de matar por esganadura e esconder o corpo da namorada Dayara Pereira da Silva, então com 20 anos, em um matagal às margens da BR-405. O crime, que ocorreu em 2013, voltou à tona com a realização do julgamento que promete forte comoção.
De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o crime bárbaro aconteceu em 20 de agosto de 2013, nas proximidades da comunidade rural de Jucuri, zona rural de Mossoró. Geilson, que na época trabalhava como servente de pedreiro, estava em viagem com a vítima de Mossoró para Apodi quando, segundo a denúncia, decidiu interromper a vida da companheira de forma cruel.
A causa da morte foi esganadura, uma modalidade violenta de estrangulamento com as mãos. Após o homicídio, o acusado ocultou o corpo da jovem em um matagal, onde só foi encontrado dias depois por um morador da região, que percebeu algo estranho no terreno e acionou a Polícia Militar.
O caso causou revolta na cidade à época e voltou a ganhar repercussão com o início do julgamento, quase 12 anos após o crime. Familiares de Dayara, representantes de movimentos de direitos humanos e a população local acompanham o julgamento no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, exigindo justiça.
O Ministério Público, representado pelo promotor Armando Lúcio Ribeiro, sustenta a acusação com base em provas técnicas e testemunhos colhidos ao longo da investigação. A promotoria pede a condenação por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, enquanto a defesa, a cargo do advogado Sávio José de Oliveira, tenta descaracterizar a autoria do crime.
A sessão do júri popular, presidida pelo juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, teve início às 9h30 da manhã e pode se estender ao longo do dia, dependendo da oitiva de testemunhas e dos debates entre defesa e acusação.
O caso é um dos julgamentos mais esperados dos últimos anos em Mossoró e reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a lentidão da Justiça brasileira em casos de feminicídio.
