ELEIÇÕES 2022: Dezesseis diretórios do PSD desaprovam aliança com Lula

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O ritmo de transmissão da Ômicron é rápido, como foi possível constatar pelo aumento significativo de novos infectados no Brasil no último mês de janeiro. Porém, com a mesma velocidade em que ela atinge o pico, acontece a queda e, consequentemente, o fim da onda.

“Diferente das outras fases, essa onda não tem um platô. Na velocidade em que sobe, ela não vai ficar parada por muito tempo, criando novos casos. Rapidamente, esgotam os suscetíveis e começa uma virtual queda. A velocidade de subida e a de queda são muito rápidas”, explica Renato Kfouri, infectologista e diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Um levantamento do Jornal O Globo aponta que lideranças de 16 estados do PSD resistem ao acordo nacional com petistas. A insatisfação acontece em meio aos acenos entre o pré-candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, em torno de uma aliança já no primeiro turno da corrida eleitora.

Para a maioria dos dirigentes, o mais conveniente seria uma postura neutra ou a candidatura própria. A Bahia é uma das onze unidades da federação em que há proximidade entre os dois partidos. Enquanto isso, há 13 estados em que os líderes preferem escapar da polarização e outros três (Paraná, Rio Grande do Norte e Distrito Federal) onde a preferência é por Bolsonaro.

Diferente de outros estados, líderes do PSD na Paráiba tratam a aliança com indiferença. O ex-prefeito Romero Rodrigues afirmou que está desinteressado quanto aos rumos que o ex-ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, tomar para a sucessão presidencial.  Mesmo que eventualmente a opção venha a ser apoiar Lula, o ex-prefeito pretende permanecer no PSD.

Mas em outros estados da região, há entraves. No Maranhão, o PSD filiou o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. para encabeçar uma chapa ao governo na oposição a Flávio Dino (PSB), aliado de Lula.

No Rio Grande do Norte, o ministro Fábio Faria (Comunicações) anunciou que deixará o PSD para apoiar Bolsonaro, mas seu pai, o ex-governador Robinson Faria, concorrerá a deputado federal e segue prestigiado no comando do partido. Em novembro, Kassab participou de um evento do PSD potiguar e endossou a oposição à governadora Fátima Bezerra, do PT, que tentará a reeleição.

Com informações de O Globo

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