Em Extremoz, o prefeito é afastado do cargo em operação da PF e MPF que investiga desvio de R$ 2 milhões da Saúde

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O prefeito de Extremoz, Joaz Oliveira, e outros quatro servidores públicos do município foram afastados dos cargos por decisão da Justiça, na manhã desta sexta-feira (30), durante uma operação deflagrada por uma força tarefa do Ministério Público Federal e Polícia Federal, além da Receita Federal e Controladoria Geral da União. O grupo é suspeito de fraudes em licitação, desvio de recursos públicos estimados em pelo menos R$ 2 milhões e lavagem de dinheiro no município da Região Metropolitana de Natal.

Segundo a PF, mais de 70 policiais estão cumprindo 23 mandados de busca e apreensão por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) em desfavor dos servidores e de empresários do Rio Grande do Norte e Pernambuco. Também são cumpridos cinco mandados de afastamento dos cargos.

O G1 ainda não conseguiu contato com a defesa do prefeito.

A investigação teve início a partir de indícios de falsidade na prestação de contas da campanha política de uma candidata a deputada estadual nas Eleições de 2018, à época ligada aos gestores municipais de Extremoz.

Ainda de acordo com a PF, durante a análise das contas da candidata, verificou-se a existência de muitas doações feitas por servidores municipais e em valores que chegavam a quase seus salários mensais completos. Chamados a prestar esclarecimentos, alguns deles confessaram que, após terem feito a transferência para a conta da campanha, receberam os valores em espécie por orientação dos gestores do município.

Ainda de acordo com a corporação, com o avanço das investigações e, através da quebra de sigilo bancário, verificou-se que a organização criminosa teria desviado mais de R$ 2 milhões de reais entre os anos de 2017 e 2020, por meio de fraudes em licitações que visavam à aquisição de medicamentos, produtos odontológicos e hospitalares destinados ao município de Extremoz.

De acordo com a PF, o nome da operação faz referência aos “vales”, documento que era entregue para o controle de estoque da Secretaria Municipal de Saúde, o qual apresentava itens em menores quantidades, todavia com valores superfaturados.

G1/RN

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