Em meio à dura realidade da grande seca que volta a castigar Caicó e todo o Seridó, uma lembrança ressurge carregada de emoção, fé e saudade. O ex-prefeito de Caicó, Bibi Costa, trouxe à memória um registro marcante de uma visita especial da então governadora Wilma de Faria (em memória) ao Açude Itans — um símbolo eterno da resistência, da identidade e da esperança do povo seridoense.
A imagem vai além de um momento institucional. Ela fala de sentimento. Fala de história. Fala de pertencimento. É o retrato de um tempo em que o Itans não guardava apenas água, mas vida, significado e futuro para toda uma região.
“Saudade de ver o Itans assim… cheio de vida, de significado e esperança. Um registro de uma visita especial da amiga Wilma de Faria a Caicó”, relembrou Bibi Costa, com palavras simples, mas carregadas de uma emoção profunda.

Naquele dia, o açude estava cheio. E, junto com ele, estava cheio também o coração do povo. A presença de Wilma de Faria, com sua sensibilidade, força política e amor pelo interior do Rio Grande do Norte, representava mais do que gestão: representava cuidado, compromisso e respeito com Caicó e com o Seridó.
Hoje, diante da estiagem severa, quando a terra racha e a paisagem se entristece, essa lembrança aperta o peito. Aperta pela ausência de Wilma, que deixou um legado humano e político impossível de ser apagado. Mas também conforta, porque recorda que o povo seridoense já enfrentou tempos difíceis antes — e soube resistir.
O Açude Itans não é apenas um reservatório de água. Ele é memória viva. É sobrevivência. É identidade. É parte da alma de Caicó.
Como bem definiu Bibi Costa, em uma frase que resume gerações:
“O Itans é parte do que somos.”
E enquanto houver lembrança, saudade e esperança, Caicó seguirá firme, acreditando que dias melhores podem voltar a encher não só o Itans, mas também o coração de seu povo.
