Enquanto famílias do Oeste potiguar aguardam, aflitas, por atendimento médico para seus filhos, a construção do Hospital Infantil de Mossoró segue parada — e o motivo beira o absurdo: uma calha. Sim, um detalhe técnico relacionado à drenagem de água da chuva foi suficiente para embargar a obra, viabilizada por emenda do senador Styvenson Valentim.
A exigência, embora prevista em projeto, expôs o drama de um sistema que prefere a burocracia à urgência da vida. Em vez de resolver o impasse com agilidade, permitiu-se que um tubo travasse o avanço de uma unidade que promete ser referência no atendimento pediátrico da região.
A boa notícia é que, com o ajuste feito, a liberação pode sair até a próxima semana. Mas a pergunta que fica é: quantas crianças ficaram sem atendimento nesse intervalo? A calha podia esperar. A vida, não.
