Por: Jornalista Marciel Nogueira
Se 2026 fosse uma corrida, Jorge do Rosário não estaria aquecendo — estaria ajustando o retrovisor para ver quem ainda tenta alcançá-lo. Pré-candidato a deputado estadual pelo PL, ele inicia o ano com aquele detalhe que incomoda adversários e anima aliados: crescimento consistente, base fiel e a sensação de que agora o vento sopra a favor.
A ironia da política potiguar é curiosa. Em 2022, Jorge do Rosário foi o 23º candidato mais votado para deputado estadual, somando 28.337 votos. Faltou voto? Não. Faltou quociente eleitoral ao então partido, o Avante. Em outras palavras: o povo disse “sim”, a matemática partidária disse “calma”. Em Mossoró, então, o recado foi ainda mais claro: 4º mais votado, com 6.861 sufrágios. Nada mal para quem, dizem por aí, “ainda estava começando”.
Voltando um pouco mais no tempo, em 2018, Jorge já dava sinais de que não era figura decorativa em campanha. Ficou em 24º lugar, com 23.512 votos, sendo 12.017 só em Mossoró. Ou seja, não foi surpresa, foi construção. Quem acompanha sabe: voto não cai do céu — se soma.
Agora, em 2026, o roteiro parece ganhar novos capítulos. Com discurso afinado, presença crescente e trânsito político ampliado, Jorge do Rosário chega forte, com capital eleitoral consolidado em Mossoró e ecoando por toda a região. A pré-campanha começa com ritmo de campanha e clima de quem sabe onde pisa — e com quem caminha.
Os mais atentos já perceberam: quando um nome cresce sem barulho exagerado, mas com números que falam por si, é sinal de que a largada vem com tudo. E se depender do histórico, Jorge do Rosário não entra para “testar o terreno”. Entra para disputar pra valer.
2026 mal começou. Em Mossoró e região, o termômetro político já subiu. E, ao que tudo indica, quem subestimou pode ter que rever os cálculos — dessa vez, com quociente e tudo.
