A tarde deste sábado, 21 de fevereiro de 2026, foi marcada por mais um capítulo sangrento da violência que vem sufocando moradores de Mossoró. O crime aconteceu no bairro Barrocas, zona já castigada por constantes registros policiais, e deixou a população em estado de choque.
A vítima, identificada como Gheorgia Crisley, chegava à sua residência quando foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta. Segundo informações preliminares, ela ainda tentou fechar o portão para se proteger, mas foi atingida por disparos de arma de fogo e caiu dentro da própria casa, transformando o lar — que deveria ser sinônimo de segurança — em cenário de crime.
Após os tiros, os suspeitos fugiram em uma motocicleta de cor vermelha, tomando destino ignorado. A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e aguardou a chegada do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) e da Polícia Civil, que ficará responsável pelas investigações.
O que mais revolta a população não é apenas a brutalidade do assassinato, mas a sensação de abandono. Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, vive dias de tensão constante. Crimes acontecem em plena luz do dia, nas portas das residências, diante de vizinhos e familiares. A pergunta que ecoa nas ruas é a mesma: até quando?
A insegurança já não é um problema isolado de um bairro ou de uma cidade. Ela se espalha por diversas regiões do estado, criando um clima de medo generalizado. Trabalhadores, estudantes, comerciantes — ninguém se sente plenamente seguro.
Enquanto as estatísticas crescem, cresce também a cobrança por respostas concretas, reforço no policiamento, investimentos em inteligência e políticas públicas eficazes. A população potiguar está cansada de contar vítimas.
O caso de Gheorgia Crisley agora entra para as investigações da Polícia Civil, que busca identificar os autores e a motivação do crime. Mas, para muitos moradores, a dor e o medo já fazem parte da rotina.
Mossoró chora mais uma vida perdida. E o Rio Grande do Norte clama por segurança.
