No coração do Seridó, onde a religiosidade se mistura à cultura e aos costumes do povo, a Sexta-feira da Paixão é vivida com intensidade e respeito. Entre os que mantêm viva essa tradição, os Costa se destacam pela devoção, união e compromisso com a fé.
A força desse costume vem dos ensinamentos de dona Santa (in memoriam), matriarca cuja presença permanece viva na memória e nos gestos repetidos a cada Semana Santa. Foi ela quem consolidou um ritual marcado pela oração, pelo silêncio e pela reflexão — um legado que atravessa gerações.
Na Sexta-feira da Paixão, a rotina se transforma. O dia é dedicado ao recolhimento espiritual, às rezas e à convivência entre irmãos e familiares. O barulho do cotidiano dá lugar ao silêncio da fé, onde cada gesto carrega significado.
É nesse ambiente que Bibi Costa se destaca pela serenidade e pela conexão com suas raízes. Ao lado de Vivaldo Costa e dos demais irmãos, participa de uma vivência marcada pela simplicidade, espiritualidade e respeito às tradições que moldaram a história da família.
A união se revela nos detalhes: na presença constante, nas orações compartilhadas e no compromisso coletivo com a fé. Mais do que um costume, trata-se de um ponto de encontro — um espaço de paz, reflexão e renovação.
Mais do que uma data, a Sexta-feira da Paixão representa um elo entre passado e presente, reafirmando valores como fé, respeito e amor ao próximo.
Em tempos em que tantas tradições se perdem, os Costa seguem firmes, preservando o que consideram essencial: a união em torno da fé e a serenidade de um dia vivido em oração.
