O delator da facção criminosa PCC: uma cabeça a prêmio

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Para deflagrar a operação que teve como alvo o núcleo financeiro que lavou cerca de R$ 700 milhões para o PCC (Primeiro Comando da Capital), a PF (Polícia Federal) se baseou inteiramente na delação de um piloto de helicóptero. Felipe Ramos Morais, de 34 anos, prestou serviços para a facção paulista de táxi aéreo por anos. Ele costumava carregar em suas aeronaves, no Brasil e no exterior, drogas, armas e pessoas faccionadas.

De acordo com a delação, três homens eram responsáveis pela transação financeira necessária para que o dinheiro de um líder da facção gerado na Europa, com a venda de remessas de cocaína, chegasse até suas mãos no Brasil. Mais precisamente, em Guarujá, litoral paulista, onde vivia Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro.

A colaboração premiada fez com que a Operação Tempestade da PF desencadeasse cinco mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em endereços de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília na segunda-feira (3). Com o responsável pelas informações livre há menos de um mês, o arquivo vivo está escondido. E, agora, sua cabeça é caçada com prioridade pelos criminosos da maior facção criminosa do país.Asas cortadas

Morais era um dos principais pilotos de Cabelo Duro. Foi detido em Goiás, em maio de 2018, sob suspeita de ter participado dos assassinatos dos líderes da facção Gegê do Mangue e Paca ocorridos em Aquiraz (CE) em fevereiro daquele mesmo ano. Ao ser detido, foi levado para a superintendência da PF no Ceará.

Em julho daquele ano, teve início o processo de duas delações premiadas feitas por ele: Na primeira, para o MP (Ministério Público) do Ceará, ele colaborou com informações sobre Gegê e Paca. Na segunda, para a PF, a delação foi sobre vários outros crimes.

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