Por: Jornalista Marciel Nogueira
No Rio Grande do Norte, a política vive um clima de Copa do Mundo. A expectativa é grande — e coletiva — para a reunião em que o senador Rogério Marinho deve anunciar oficialmente sua desistência da disputa pelo Governo do Estado. Nos bastidores, o movimento é tratado como final de campeonato: todos querem saber quem levantará a taça.
Mais do que a saída em si, o que eletriza o ambiente político é o gesto seguinte: a indicação — explícita ou nas entrelinhas — de quem herdará o bastão e conduzirá o projeto ao governo. Deputados, prefeitos, aliados e adversários acompanham cada sinal, cada silêncio, como quem analisa a escalação minutos antes do apito inicial.
Nos cafés de Natal e nas conversas do interior, o assunto é um só. A política potiguar, por ora, trocou o terno pelo uniforme e aguarda o anúncio que pode redesenhar o jogo eleitoral. Afinal, em ano pré-eleitoral, desistir também é estratégia — e escolher o sucessor pode valer um gol decisivo.
