RN tem 4 casos confirmados e 16 suspeitos de varíola dos macacos

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A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte confirmou, nesta sexta-feira (5), dois novos casos de Monkeypox, popularmente conhecida como varíola dos macacos. Os dois novos casos da doença são de pacientes residentes nas cidades de Mossoró e Parnamirim. Eles se somam a outros dois que já haviam sido confirmados pela secretaria. Outros 16 casos estão sob investigação. 

Para a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da SESAP, Diana Rêgo, o cenário jé é considerado de transmissão comunitária da doença. ” A transmissão comunitária nada mais é quando nós já temos dentro do próprio estado a transmissão circulando de pessoas para pessoas sem necessariamente uma ida ou uma viagem ou um contato com alguém que tenha viajado para o lugar de maior circulação do vírus. Agora nós já temos pessoas se contaminando aqui dentro do estado”, explicou Diana.

Com a confirmação da transmissão comunitária, a Sesap reforça a orientação para a população quanto as medidas de prevenção da doença como, ficar atento aos sintomas e procurar atendimento médico, usar máscara, evitar aglomerações e o compartilhamento de objetos. 

Quanto ao meio de transmissão, a subcoordenadora ressalta que a relação sexual não é a única forma de contágio da doença. ” Trata-se de uma doença causada por um vírus e ela pode ser transmitida por gotículas, como contato próximo, com compartilhamento de objetos pessoais e individuais como copos, talheres, toalhas, e também por via sexual, uma vez que a gente tem um contato íntimo mais próximo, explicou Diana. 

IMUNIZAÇÃO 

O Ministério da Saúde informou na última segunda-feira (29), que cerca de 20 mil doses da vacina contra a varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) destinadas ao Brasil deverão chegar em setembro; e 30 mil em outubro.

Ainda segundo a pasta, apenas profissionais de saúde que manipulam as amostras recolhidas de pacientes e pessoas que tiveram contato direto com doentes serão vacinados. O esquema de vacinação será feito em duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.

Segundo o secretário de Vigilância Sanitária, Arnaldo Medeiros, o ministério informou que não haverá campanha de vacinação em massa porque não existe recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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