Rogério Marinho associa escândalo do Banco Master a práticas históricas do PT e cobra apuração rigorosa

Senador Rogério Marinho — Foto: Wenderson Araujo/Valor

Por: jornalista Marciel Nogueira

Brasília — O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta semana que os indícios de irregularidades envolvendo o Banco Master revelam, segundo ele, a repetição de um padrão histórico de corrupção e aparelhamento associado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Para o parlamentar, os fatos reforçam a necessidade de investigações profundas e independentes, sem interferências políticas.
Em declaração pública, Marinho afirmou que casos recentes não podem ser tratados como episódios isolados. “Corrupção, aparelhamento e atraso não são acidente: são o DNA do PT. O mesmo modelo que roubou aposentados no INSS agora aparece no escândalo do Banco Master”, disse o senador.

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A fala faz referência às investigações sobre descontos considerados irregulares em benefícios previdenciários, alvo de apurações conduzidas pelo Congresso e por órgãos de controle, e que resultaram em bloqueio de bens e prisões. Segundo Marinho, há uma tentativa de minimizar ou esvaziar apurações sempre que elas avançam sobre estruturas financeiras ou personagens politicamente sensíveis.
O senador também criticou o que chamou de esforço para “varrer para debaixo do tapete” denúncias que envolvem setores próximos ao governo. Para ele, o Congresso tem o dever de garantir transparência e responsabilização. “Não vamos permitir que a verdade seja ocultada. Ela vai aparecer”, afirmou.


Marinho defende que o caso do Banco Master seja analisado com o mesmo rigor aplicado a outros escândalos recentes, sem seletividade. Na avaliação do parlamentar, a credibilidade das instituições depende da capacidade de investigar de forma imparcial, independentemente do alcance político dos envolvidos.
As declarações ocorrem em um momento de crescente tensão entre oposição e governo no Congresso, com disputas em torno de comissões parlamentares de inquérito e do avanço de investigações que atingem setores estratégicos da administração federal.