Por: jornalista Marciel Nogueira
Brasília — O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta semana que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS já apresentou resultados práticos, como prisões, bloqueio de bens e a interrupção de descontos considerados irregulares em benefícios previdenciários. Segundo o parlamentar, no entanto, o ritmo das investigações teria mudado à medida que a apuração passou a envolver assuntos considerados sensíveis no cenário político nacional.
“A CPMI do INSS já entregou resultado: prisões, bens bloqueados e o fim do desconto que roubava aposentados”, declarou o senador. Na avaliação de Marinho, há uma reação diferente quando a investigação alcança instituições financeiras e pessoas ligadas ao governo federal, a exemplo do Banco Master e do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o parlamentar, esse contexto revelaria, em sua visão, um tratamento desigual dentro do processo investigativo. “Quem não deve, não teme. Quem blinda, teme a verdade”, afirmou o senador, em declaração de cunho político, ao comentar o andamento dos trabalhos da comissão.
A CPMI do INSS foi instalada para apurar um esquema de descontos indevidos aplicados sobre aposentadorias e pensões, prática que atingiu milhares de beneficiários em todo o país. Ao longo das investigações, a comissão aprovou quebras de sigilo, pedidos de indiciamento e encaminhamentos a órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal. Os trabalhos ainda estão em andamento, sem conclusão final.
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Rogério Marinho tem adotado um discurso crítico ao governo Lula no Senado, especialmente em temas relacionados à transparência, controle de gastos públicos e atuação de órgãos de investigação. As declarações do senador refletem a posição da oposição no Congresso Nacional, em meio a um ambiente de crescente tensão política entre governistas e oposicionistas.
Até o momento, representantes do governo federal, do Banco Master e os citados nas declarações do senador não se manifestaram publicamente sobre o assunto. A CPMI segue em funcionamento, com novos requerimentos ainda em análise pelos membros da comissão.
