Rossana Fonseca faz forte discurso em evento e cobra mais espaço para mulheres na OAB/RN

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Em evento de entrega da medalha Wandecy Veras, nesta segunda-feira (31), a vice-presidente da OAB/RN, Rossana Fonseca, fez uma defesa veemente por maior representatividade da mulher advogada nas sociedades e na própria entidade. Ela lembrou que a seccional estadual da Ordem dos Advogados do Brasil nunca foi presidida por uma mulher.

“Nunca tivemos uma presidente mulher, em quase 100 anos de instituição. E aqui no Estado, a doutora Lúcia Maciel, que era secretária geral, assumiu interinamente a presidência somente após o afastamento temporário e concomitante do presidente e vice-presidente da época. Mas nunca elegemos uma mulher a tão honroso cargo”, apontou Rossana.

Apesar de indicar a necessidade de um maior reconhecimento e participação das mulheres advogadas nos quadros da Ordem, Rossana Fonseca elogiou as colegas de ofício no Estado, “responsáveis pela narrativa de suas próprias histórias”. Sinal disso, lembrou ela, está no fato de cinco das sete subseccionais da OAB/RN serem comandadas por mulheres.

Rossana cobrou ainda o presidente da OAB/RN, Aldo Medeiros, a garantir mais estrutura para os trabalhos da Comissão da Mulher Advogada e oferecer “mais espaços de decisão, principalmente os espaços políticos, que vão determinar posteriormente quem irá lutar e decidir pela nossa advocacia”. E arrematou no fim de seu pronunciamento: “Não queremos pacotes prontos, queremos participar dos atos decisórios”.

Coordenado pela própria vice-presidente da OAB/RN, em parceria com a Comissão da Mulher Advogada, o evento desta segunda-feira prestou homenagem às advogadas potiguares Joilce Santana e Josefa Dantas. Ambas receberam a Medalha Wandecy Veras, em reconhecimento às suas atuações. A Medalha é entregue anualmente em alusão ao dia 30 de maio, Dia Estadual da Mulher Advogada e data de referência também ao nascimento de Wandecy Veras, primeira advogada registrada na Ordem potiguar, além de ter sido a primeira promotora de Justiça efetiva no Estado, a primeira mulher a exercer a magistratura em território potiguar e a terceira em todo o Brasil.

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