O governo Fátima Bezerra caiu no próprio laço. Em silêncio e às pressas, recuou de um contrato milionário para alugar 21 mil Chromebooks por mais de R$ 50 milhões, após ser exposto pelo senador Styvenson Valentim.
A denúncia foi cirúrgica: o parlamentar mostrou que os mesmos equipamentos já haviam sido comprados, via emenda dele, por R$ 1.599 cada. Meses depois, a mesma empresa vencedora da licitação estadual ofereceu exatamente os mesmos Chromebooks a R$ 2.399 por unidade — só que em regime de aluguel. Na ponta do lápis, um disparate: em pouco mais de dois anos de contrato, o governo teria gasto o suficiente para comprar todos os aparelhos, mas ficaria de mãos abanando no fim.
Diante da revelação, o Tribunal de Contas da União suspendeu o negócio e, como num passe de mágica, o governo estadual cancelou o contrato em tempo recorde. O silêncio e a rapidez no recuo foram mais eloquentes do que qualquer justificativa: se houvesse defesa sólida, o contrato estaria de pé. Não está.
Styvenson não apenas levantou a lebre. Ele desarmou o esquema no ato, pegou o governo no contrapé e provou a contradição. Em bom nordestinês: matou a cobra e mostrou o pau.
