A canetada: Alexandre de Moraes determina que a Polícia Federal obtenha todas as imagens das câmeras do DF que possam auxiliar no reconhecimento facial dos terroristas

Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou ainda a proibição imediata, até o dia 31 de janeiro, de ingresso de quaisquer ônibus e caminhões com manifestantes no Distrito Federal; que a Polícia Federal obtenha todas as imagens das câmeras do DF que possam auxiliar no reconhecimento facial dos terroristas que praticaram os atos do dia 8 de janeiro; e que as empresas Facebook, Tik Tok e Twitter bloqueiem canais/perfis/contas citados na decisão, com o fornecimento de seus dados cadastrais ao STF.

Para os que achavam que a quebradeira não daria em nada, se lascaram, a Papuda é bem alí.

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Invasores podem responder por terrorismo, dizem juristas; pena prevista é de até 30 anos

Os manifestantes que invadiram as sedes dos três Poderes neste domingo (8), em Brasília, podem responder por diversos crimes, incluindo dano qualificado, atentado contra o Estado democrático de Direito e terrorismo, segundo juristas ouvidos pela reportagem. Nesse último caso, a pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

Segundo a lei 13.260/2016, o terrorismo é caracterizado pela prática individual ou coletiva de atos que tenham como finalidade “provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.

Um dos atos caracterizados como terroristas na legislação é “sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com violência, grave ameaça a pessoa ou servindo-se de mecanismos cibernéticos, do controle total ou parcial, ainda que de modo temporário, […] instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais […]”.

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Polícia Federal identifica mais três envolvidos em tentativa de ataque em Brasília

A Polícia Federal identificou mais três envolvidos na tentativa de detonação de uma bomba próximo ao aeroporto de Brasília. De acordo com informações obtidas pelo R7, entre os suspeitos que tiveram a identidade conhecida até agora, estão pessoas que tinham papel de executar e de financiar o ato.

Os novos nomes descobertos pelos investigadores estão ligados a George Washington Oliveira, que já está preso e foi transferido nesta segunda-feira (26) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião (DF). Durante depoimento à Polícia Civil, ele revelou que não agiu sozinho.

George disse estar descontente com o resultado das eleições e que pretendia detonar os explosivos para chamar atenção para o movimento a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL). O alvo seria um caminhão-tanque que seguia com destino ao aeroporto.

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‘Sabia que daria merda ir a QG’, diz filho de homem que plantou bomba no DF

O filho de George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, que confessou ter montado um artefato explosivo numa área de acesso Aeroporto Internacional de Brasília, afirmou ao UOL que a família era a contra a mudança à capital federal para participar de protestos contra o resultado das eleições.

“Quando o meu pai avisou que iria participar dessas manifestações, imaginamos que daria errado. Eu sabia que ia dar merda”, disse George Sousa Filho, 32, filho de homem preso por tentar acionar bomba do DF.

Empresário do ramo de gás no Pará, George Sousa alugou em novembro um apartamento no Sudoeste, bairro de classe média do Distrito Federal. Ele é apoiador do presidente Jair Bolsonaro e frequentou o acampamento em frente ao quartel-general do Exército.

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