Três policiais são presos por participação em chacina com 5 mortos no Ceará

Cinco homens foram executados a tiros em Quiterianópolis, no interior do Ceará. — Foto: Reprodução

Três policiais militares, sendo um oficial e dois praças, foram presos nesta terça-feira (15) pela chacina com cinco mortes ocorrida na cidade de Quiterianópolis, a 410 quilômetros de Fortaleza. Os crimes aconteceram no dia 18 de novembro, quando cinco homens foram assassinados a tiros em residência no Centro do município.

As identificações dos policiais presos e as patentes ainda não foram divulgadas pela Secretaria da Segurança e Defesa Social (SSPDS).

As vítimas consumiam bebidas alcoólicas em uma residência na Rua Manuel Vieira de Carvalho, quando quatro homens armados entraram no local, pediram para as vítimas ficarem deitadas e efetuaram disparos. Um sexto homem ficou ferido e foi socorrido para um hospital na região.

De acordo com a Secretaria da Segurança do Ceará, os três presos são investigados por serem os executores dos crimes. Foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, nesta terça-feira.

As vítimas foram identificadas como: Irineu Simão do Nascimento, 25 anos, José Reinaque Rodrigues de Andrade, 31 anos, Etivaldo Silva Gomes, 23 anos, Antônio Leonardo Oliveira Silva, 19 anos, e Gionnar Coelho Loiola, 31 anos.

As investigações que levaram a prisão dos policiais foram conduzidas por uma comissão composta pelas delegacias Municipal de Quiterianópolis e Regional de Tauá, e pelos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior Sul (DPJI Sul), de Inteligência Policial (DIP) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Todo o trabalho teve a cooperação da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social e da Assessoria de Inteligência da Polícia Militar do Ceará (PMCE).

Noite do crime

O bando criminosos invadiu o local armado e encontrou José Reinaque no quintal, e Antônio Leonardo na cozinha.

Os criminosos ordenaram que seis deles fossem para fora do imóvel e que ficassem deitados no chão para serem executados. O sexto é justamente o jovem que fingiu estar morto após ser baleado. Outras quatro pessoas que estavam na casa foram poupadas.

G1/CE